A obra prima de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu de uma promessa. Ao curar-se de uma doença, o minerador Feliciano Mendes ergueu um santuário a Bom Jesus do Matozinhos, contratando os maiores artistas mineiros.A partir de 1796 e durante nove anos, com as mãos deformadas pela artrite.
Aleijadinho esculpiu o maior conjunto de esculturas barrocas do mundo. São 66 figuras de cedro, em tamanho natural, que representam as cenas da paixão, expostas nas seis capelas da Via Crucis. Elas levam ao topo de uma colina, onde estão os 12 profetas, de pedra sabão, também em tamanho natural. Trazem a marca de Aleijadinho: olhos mongóis, maças do rosto salientes, queixo bipartido e cabelos em caracóis.
Expressões que refletiriam o drama pessoal do artista ou o sentimento trágico dos inconfidentes mineiros. Impressionante a figura de Daniel pisoteando o leão.
Aleijadinho-( 1738- 1815 )- ganhou este apelido devido a deformação que sofreu pela lepra. Quando esculpiu as estátuas de Bom Jesus de Matosinhos, não podia mais andar e perdera completamente o uso das mãos, Seus alunos o carregavam morro acima e amarravam martelos e cinzéis às suas mãos. Supõe-se que a figura que assiste a Crucificação e esconde as mãos seja um auto retrato dele. as estátuas, sem dúvida obras primas, foram suas derradeiras obras de arte.
Na sua Última Ceia, as figuras são tão vívidas que, dizem, depois de terminadas, foram cumprimentadas por peregrinos como se fossem pessoas reais.
( editarei as fotos o mais breve possível )
domingo, 23 de outubro de 2011
Ouro Preto- Minas Gerais - Brasil
Ouro Preto ganhou este nome logo após a sua fundação, em 1698, devido às pepitas de ouro escuro encontrados nas minas em torno da cidade. Ainda era uma vila que crescera depressa devido ao ouro, quando ganhou o título de cidade, em 1711. Em meados do século XVIII a corrida do ouro havia transformado Ouro Preto em uma cidade rica com belas construções. Ela criou uma geração com alguns dos melhores artistas e artesãos da América do Sul, como o pintor eclesiástico Mestre Athayde e o grande escultor Aleijadinho. Ouro Preto tornou-se a base da Inconfidência Mineira, liderada por Tiradentes, contra os colonialistas portugueses.
Uma das primeiras cidades da mineração do ouro de Minas Gerais e antiga capital do estado, Ouro Preto foi construída em uma série de montanhas. Ruas curvas e íngremes, com casas do século XVIII, muitas lojas convertidas em restaurantes, bares e lojas, ligam os morros. Na cidade, as ruas levam a lindas pracinhas dominadas por igrejas barrocas.
Ouro Preto é única- tesouro da história e da arte colonial estão guardados em seus museus e igrejas e, ao mesmo tempo, a cidade, a 96 km de belo Horizonte, é um patrimônio a céu aberto. o Carnaval, a Semana Santa e O Festival de Inverno dão vida a estas ladeiras.
A Igreja Matriz N. S. do Pilar, de 1733, uma das mais ricas e ouro e prata do Brasil. Os retábulos laterais e o altar mor, trabalhados e folheados a ouro, mostram o auge do barroco e da mineração do século XVIII. O esplendor dos 472 anjos e dos 434 quilos de ouro que recobrem as talhas é reforçado pela música barroca que ecoa na igreja. No teto de caixotão de baixo relevo, a pintura ilusionista da época:da porta principal vê-se o cordeiro sobre a cruz; da capela principal, ele se esconde embaixo dela. a imagem de N. S, dos Passos doada pela Espanha, gerou a expressão " conto do vigário ". Como existia outra matriz, a de Nossa Senhora da Conceição- os párocos disputaram o santo. o vigário de Pilar sugeriu que um burro fosse solto carregando a imagem. Dependendo do seu destino, a escolha estaria feita. O burro rumou direto para Pilar. Tarde demais se descobriu que ele era do padre local. Na sacristia o Museu da Prataria mostra objetos de arte sacra e um oratório de madeira de Aleijadinho.
A Igreja de S. Francisco de Assis
é uma obra prima dos mestres do barroco mineiro. Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde construída entre 1765 e 1810. Aleijadinho fez o projeto. Na portada, dois medalhões de pedra sabão: um com a imagem de N. S. da Conceição, outro com S. Francisco recebendo as cinco chagas de Cristo no monte Alveme. Os santos, esculturas e pinturas transmitem a aceitação do sofrimento através da imagem da Paixão de Cristo e dos votos franciscanos. Também de Aleijadinho o retábulo do altar mor e o púlpito. No forro da nave, pintura tridimensional de Athayde apresenta N. S> da Conceição, cercada de anjos, todos com feições de mulato.
A Igreja N. S. do Carmo de 1772, o projeto é do pai de Aleijadinho, Manoel Francisco Lisboa, que morreu e foi substituído pelo filho. Além de modificar a obra, Aleijadinho fez o trabalho de pedra sabão na portada, o lavabo da sacristia e as talhas dos altares de São João Batista e N. S. da Piedade. A pintura do forro e o dourado do altar mor são de Athayde. Os azulejos de faiança portuguesa da capela mor sobre N. S. do Carmo são os únicos em igrejas mineiras.
Devemos destacar ainda as igrejas do Rosário, da Matriz N. S. da Conceição e a capela Padre Faria.
Esta cidade foi o berço de heróis e artistas. A antiga Vila Rica foi um celeiro de heróis e artistas para o Brasil. Só por conta da Inconfidência Mineira, considerado o principal movimento de independência do país, teve o revolucionário Tiradentes e os poetas Tomás Antonio Gonzaga e Claudio Manuel da Costa- estes dois classificados tanto na categoria de heróis como também na de artistas maiores. Também houve o líder negro Chico Rei que libertava o seu povo com ouro. E o primeiro dos realmente grandes artistas brasileiros, Aleijadinho.
Dentre os vários museus merecem destaque o da Inconfidência e o da mineralogia.
O Museu da Inconfidência-Neoclássico, cercado por uma balaustrada de pedra sabão. Reúne documentos e objetos sobre a Inconfidência Mineira ( 1789 ), móveis e objetos sacros do século XVIII. No panteão estão os restos mortais dos inconfidentes, com a bandeira do movimento, " Libertas quae sera tamen" (" Liberdade ainda que tardia" ).
Guarda os autos da Devassa, pedaços da forca de Tiradentes e uma imagem de S. Jorge, feita por Aleijadinho em cedro, que ficou anos na prisão: sua lança matou um escravo durante uma procissão.
Museu da Mineralogia- antigo palácio dos governadores, de 1760, abriga o museu e a Escola de Minas, criada por D. Pedro II, em 1876. Uma das maiores coleções de minérios do mundo- 23.000 amostras. Ouro em pepitas e veios, quartzo, diamantes, topázios e paládio, o ouro preto que deu nome à cidade.
Merece destaque a Casa dos Contos e a Praça Tiradentes.
A Casa dos Contos com fachada de nove janelões e sacadas , de 1784, é um dos mais belos de Ouro Preto. Foi residência de um rico coletor de impostos, casa de fundição e prisão de inconfidentes, entre eles Claudio Manoel da Costa, encontrado morto em uma das celas. Abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, com réplicas de antigas moedas do Brasil. Entre os documentos, uma procuração assinada por Tiradentes e a lista dos países de destino dos inconfidentes degredados.
A Praça Tiradentes do fim do século XVIII, a principal da cidade, rodeada de casarões coloniais e calçada com pedras. No centro, desde 1894, a estátua de Tiradentes, de bronze e granito, marca o lugar em que ficou exposta a cabeça do alferes, enforcado no Rio em 1792.
O que era ouro se acabou, mas as minas de topázio imperial continuam atraindo amantes de pedras preciosas para a antiga Vila Rica. O raro topázio imperial só é encontrado em Ouro Preto desde que os recursos dos Montes Urais se esgotaram. As gemas variam de cor de rosa ao púrpura, passando pelo amarelo, laranja, champanhe e vermelho cereja. Quanto maias forte a cor, mais valiosa a pedra. Nas joalherias da cidade, na Praça Tiradentes e na rua Direita, também se podem comprar turmalinas, ametístas, esmeraldas, águas marinhas e berilos. Você escolhe a pedra e, horas depois, a joia está pronto.
O esplendor das centenárias festas religiosas de Ouro Preto se repete todo ano na Semana Santa. Procissões e cerimônias revivem as tradições e rivalidades das irmandades nascidas no século XVIII. É por isso que as procissões num ano saem da Matriz de Antônio Dias, no outro, da Igreja do Pilar. O rodízio foi o jeito de aplacar as brigas entre os jacubas, os paulistas comedores de farinha que moravam no arraial de Antônio Dias, e os mocotós, portugueses e fidalgos comedores de carne que se concentravam ao redor da Igreja do Pilar. cada um dos povoados queria ser o dono da festa que começa na Quinta feira Santa, com missa e cerimônia do Lava Pés. Na Sexta feira, mais missa, e a procissão do Enterro. Mas, é na tarde do sábado que a cidade pára e decora as suas ladeiras com um tapete de dois quilômetros para a passagem da procissão da Ressurreição, no domingo. Serragem, casca de ovo, flores, retalhos, pó de café e areia compõem desenhos nas mãos de anônimos artesãos. Rendas são estendidas nas janelas e sacadas. E seresteiros varam a madrugada cantando. A festa só acaba na tarde de domingo, que inclui a malhação do Judas e a distribuição de doces para a criançada.
( editarei as fotos em breve )
Uma das primeiras cidades da mineração do ouro de Minas Gerais e antiga capital do estado, Ouro Preto foi construída em uma série de montanhas. Ruas curvas e íngremes, com casas do século XVIII, muitas lojas convertidas em restaurantes, bares e lojas, ligam os morros. Na cidade, as ruas levam a lindas pracinhas dominadas por igrejas barrocas.
Ouro Preto é única- tesouro da história e da arte colonial estão guardados em seus museus e igrejas e, ao mesmo tempo, a cidade, a 96 km de belo Horizonte, é um patrimônio a céu aberto. o Carnaval, a Semana Santa e O Festival de Inverno dão vida a estas ladeiras.
A Igreja Matriz N. S. do Pilar, de 1733, uma das mais ricas e ouro e prata do Brasil. Os retábulos laterais e o altar mor, trabalhados e folheados a ouro, mostram o auge do barroco e da mineração do século XVIII. O esplendor dos 472 anjos e dos 434 quilos de ouro que recobrem as talhas é reforçado pela música barroca que ecoa na igreja. No teto de caixotão de baixo relevo, a pintura ilusionista da época:da porta principal vê-se o cordeiro sobre a cruz; da capela principal, ele se esconde embaixo dela. a imagem de N. S, dos Passos doada pela Espanha, gerou a expressão " conto do vigário ". Como existia outra matriz, a de Nossa Senhora da Conceição- os párocos disputaram o santo. o vigário de Pilar sugeriu que um burro fosse solto carregando a imagem. Dependendo do seu destino, a escolha estaria feita. O burro rumou direto para Pilar. Tarde demais se descobriu que ele era do padre local. Na sacristia o Museu da Prataria mostra objetos de arte sacra e um oratório de madeira de Aleijadinho.
A Igreja de S. Francisco de Assis
é uma obra prima dos mestres do barroco mineiro. Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde construída entre 1765 e 1810. Aleijadinho fez o projeto. Na portada, dois medalhões de pedra sabão: um com a imagem de N. S. da Conceição, outro com S. Francisco recebendo as cinco chagas de Cristo no monte Alveme. Os santos, esculturas e pinturas transmitem a aceitação do sofrimento através da imagem da Paixão de Cristo e dos votos franciscanos. Também de Aleijadinho o retábulo do altar mor e o púlpito. No forro da nave, pintura tridimensional de Athayde apresenta N. S> da Conceição, cercada de anjos, todos com feições de mulato.
A Igreja N. S. do Carmo de 1772, o projeto é do pai de Aleijadinho, Manoel Francisco Lisboa, que morreu e foi substituído pelo filho. Além de modificar a obra, Aleijadinho fez o trabalho de pedra sabão na portada, o lavabo da sacristia e as talhas dos altares de São João Batista e N. S. da Piedade. A pintura do forro e o dourado do altar mor são de Athayde. Os azulejos de faiança portuguesa da capela mor sobre N. S. do Carmo são os únicos em igrejas mineiras.
Devemos destacar ainda as igrejas do Rosário, da Matriz N. S. da Conceição e a capela Padre Faria.
Esta cidade foi o berço de heróis e artistas. A antiga Vila Rica foi um celeiro de heróis e artistas para o Brasil. Só por conta da Inconfidência Mineira, considerado o principal movimento de independência do país, teve o revolucionário Tiradentes e os poetas Tomás Antonio Gonzaga e Claudio Manuel da Costa- estes dois classificados tanto na categoria de heróis como também na de artistas maiores. Também houve o líder negro Chico Rei que libertava o seu povo com ouro. E o primeiro dos realmente grandes artistas brasileiros, Aleijadinho.
Dentre os vários museus merecem destaque o da Inconfidência e o da mineralogia.
O Museu da Inconfidência-Neoclássico, cercado por uma balaustrada de pedra sabão. Reúne documentos e objetos sobre a Inconfidência Mineira ( 1789 ), móveis e objetos sacros do século XVIII. No panteão estão os restos mortais dos inconfidentes, com a bandeira do movimento, " Libertas quae sera tamen" (" Liberdade ainda que tardia" ).
Guarda os autos da Devassa, pedaços da forca de Tiradentes e uma imagem de S. Jorge, feita por Aleijadinho em cedro, que ficou anos na prisão: sua lança matou um escravo durante uma procissão.
Museu da Mineralogia- antigo palácio dos governadores, de 1760, abriga o museu e a Escola de Minas, criada por D. Pedro II, em 1876. Uma das maiores coleções de minérios do mundo- 23.000 amostras. Ouro em pepitas e veios, quartzo, diamantes, topázios e paládio, o ouro preto que deu nome à cidade.
Merece destaque a Casa dos Contos e a Praça Tiradentes.
A Casa dos Contos com fachada de nove janelões e sacadas , de 1784, é um dos mais belos de Ouro Preto. Foi residência de um rico coletor de impostos, casa de fundição e prisão de inconfidentes, entre eles Claudio Manoel da Costa, encontrado morto em uma das celas. Abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, com réplicas de antigas moedas do Brasil. Entre os documentos, uma procuração assinada por Tiradentes e a lista dos países de destino dos inconfidentes degredados.
A Praça Tiradentes do fim do século XVIII, a principal da cidade, rodeada de casarões coloniais e calçada com pedras. No centro, desde 1894, a estátua de Tiradentes, de bronze e granito, marca o lugar em que ficou exposta a cabeça do alferes, enforcado no Rio em 1792.
O que era ouro se acabou, mas as minas de topázio imperial continuam atraindo amantes de pedras preciosas para a antiga Vila Rica. O raro topázio imperial só é encontrado em Ouro Preto desde que os recursos dos Montes Urais se esgotaram. As gemas variam de cor de rosa ao púrpura, passando pelo amarelo, laranja, champanhe e vermelho cereja. Quanto maias forte a cor, mais valiosa a pedra. Nas joalherias da cidade, na Praça Tiradentes e na rua Direita, também se podem comprar turmalinas, ametístas, esmeraldas, águas marinhas e berilos. Você escolhe a pedra e, horas depois, a joia está pronto.
O esplendor das centenárias festas religiosas de Ouro Preto se repete todo ano na Semana Santa. Procissões e cerimônias revivem as tradições e rivalidades das irmandades nascidas no século XVIII. É por isso que as procissões num ano saem da Matriz de Antônio Dias, no outro, da Igreja do Pilar. O rodízio foi o jeito de aplacar as brigas entre os jacubas, os paulistas comedores de farinha que moravam no arraial de Antônio Dias, e os mocotós, portugueses e fidalgos comedores de carne que se concentravam ao redor da Igreja do Pilar. cada um dos povoados queria ser o dono da festa que começa na Quinta feira Santa, com missa e cerimônia do Lava Pés. Na Sexta feira, mais missa, e a procissão do Enterro. Mas, é na tarde do sábado que a cidade pára e decora as suas ladeiras com um tapete de dois quilômetros para a passagem da procissão da Ressurreição, no domingo. Serragem, casca de ovo, flores, retalhos, pó de café e areia compõem desenhos nas mãos de anônimos artesãos. Rendas são estendidas nas janelas e sacadas. E seresteiros varam a madrugada cantando. A festa só acaba na tarde de domingo, que inclui a malhação do Judas e a distribuição de doces para a criançada.
( editarei as fotos em breve )
Sabará - Minas Gerais - Brasil
Sabará conta muito bem a história das riquezas do ciclo do ouro. Próxima a Belo Horizonte, ( 25km)guarda expressivas obras arquitetônicas, além co conhecido espírito mineiro.
Rota do ouro e das esmeraldas, Sabará é um dos mais antigos povoados de Minas sobreviventes da saga dos bandeirantes, que subiram o Rio das Velhas, liderados por Borba Gato. Aleijadinho deixou sua marca na cidade e artistas de longe ergueram aqui uma igreja em forma de pagode chinês, esculpida em ouro, pequena joia do barroco mineiro.Acredita-se que a influência oriental tenha sido trazida por artistas que estudaram nas colônias portuguesas do Oriente, principalmente Macau.
Na igreja Nossa Senhora da Conceição vamos encontrar três naves recobertas por exuberante telha dourada, seis altares laterais e motivos chineses na porta da sacristia. Pinturas do teto do coro, da nave e da capela mor emolduradas com ouro.
Vamos encontrar ainda a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a do Rosário e a Capela de N. S. Do Ó que é uma pequena obra prima da arte barroca. Sofreu influência oriental, evidente nos sete painéis do teto, do altar mor, com motivos chineses, figuras de olhos oblíquos, pássaros , pagodes e mandarins pintados de ouro sobre azul.
Não deixe de visitar o Museu do Ouro- o acervo registra o ciclo do ouro na região: prensa de cunhar barras, bateias, balanças e o único exemplar no Brasil de roda de movido a água para triturar ouro.
O Teatro Municipal foi construído em 1760 em estilo elizabetano, teto de esteira, cadeiras de jacarandá e palhinhas, camarotes em madeira em três níveis.
As fachadas simples das igrejas escondem verdadeiros tesouros; altares dourados com talhas douradas, colunas retorcidas, centenas de esculturas de anjos,quilos de ouro, guirlandas de flores, seres mitológicos, imagens de santos e pinturas de cenas bíblicas. No século XVIII, em Minas Gerais, o ciclo do ouro e o isolamento dos arraiais fizeram surgir o barroco brasileiro- nos materiais e nos artistas. A pedra sabão substituiu o mármore europeu e os mestres Aleijadinho e Athayde encontraram soluções originais para decorar as igrejas. Nada de paredes lisas. De todos os lados brotam esculturas e pinturas imaginárias abrindo as portas do céu aos fiéis. Ao dividir os fiéis em negros, pardos, brancos, pobres e ricos, as irmandades acabaram multiplicando as construções: cada ordem queria construir a igreja mais rica e bonita da cidade. E assim pela rivalidade, o barroco mineiro foi sendo edificado. A ouro.
( editarei as fotos em breve )
Rota do ouro e das esmeraldas, Sabará é um dos mais antigos povoados de Minas sobreviventes da saga dos bandeirantes, que subiram o Rio das Velhas, liderados por Borba Gato. Aleijadinho deixou sua marca na cidade e artistas de longe ergueram aqui uma igreja em forma de pagode chinês, esculpida em ouro, pequena joia do barroco mineiro.Acredita-se que a influência oriental tenha sido trazida por artistas que estudaram nas colônias portuguesas do Oriente, principalmente Macau.
Na igreja Nossa Senhora da Conceição vamos encontrar três naves recobertas por exuberante telha dourada, seis altares laterais e motivos chineses na porta da sacristia. Pinturas do teto do coro, da nave e da capela mor emolduradas com ouro.
Vamos encontrar ainda a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a do Rosário e a Capela de N. S. Do Ó que é uma pequena obra prima da arte barroca. Sofreu influência oriental, evidente nos sete painéis do teto, do altar mor, com motivos chineses, figuras de olhos oblíquos, pássaros , pagodes e mandarins pintados de ouro sobre azul.
Não deixe de visitar o Museu do Ouro- o acervo registra o ciclo do ouro na região: prensa de cunhar barras, bateias, balanças e o único exemplar no Brasil de roda de movido a água para triturar ouro.
O Teatro Municipal foi construído em 1760 em estilo elizabetano, teto de esteira, cadeiras de jacarandá e palhinhas, camarotes em madeira em três níveis.
As fachadas simples das igrejas escondem verdadeiros tesouros; altares dourados com talhas douradas, colunas retorcidas, centenas de esculturas de anjos,quilos de ouro, guirlandas de flores, seres mitológicos, imagens de santos e pinturas de cenas bíblicas. No século XVIII, em Minas Gerais, o ciclo do ouro e o isolamento dos arraiais fizeram surgir o barroco brasileiro- nos materiais e nos artistas. A pedra sabão substituiu o mármore europeu e os mestres Aleijadinho e Athayde encontraram soluções originais para decorar as igrejas. Nada de paredes lisas. De todos os lados brotam esculturas e pinturas imaginárias abrindo as portas do céu aos fiéis. Ao dividir os fiéis em negros, pardos, brancos, pobres e ricos, as irmandades acabaram multiplicando as construções: cada ordem queria construir a igreja mais rica e bonita da cidade. E assim pela rivalidade, o barroco mineiro foi sendo edificado. A ouro.
( editarei as fotos em breve )
sábado, 22 de outubro de 2011
Mariana - Minas Gerais - Brasil
Preservada da agitação dos turistas, Mariana oferece um ambiente interiorano apesar de estar a só uma hora de Belo Horizonte ( 108km ).
Mariana foi a primeira vila, primeira cidade, primeira capital. A corrida pelo filão do ouro, descoberto pelos bandeirantes paulistas em 1696, colocou-o no pódio entre as cidades mineiras. Deixou-se até de chamar-se Ribeirão do Carmo, só para homenagear a Rainha Maria Ana D' Áustria, mulher de D. João V. A temporada do ouro acabou, mas ficaram suas luxuosas pistas- prova de que ela foi a maior mina das Minas Gerais.
Uma das suas atrações é a Catedral da Sé, de 1709, de taipa de pilão. O lavabo da sacristia é atribuído a Aleijadinho. A pintura do batismo de Jesus é de mestre Athayde, filho da cidade, maior pintor barroco mineiro. Às sextas e aos domingos, a Sé revive o século XVIII: o som barroco invade sua nave através dos 964 tubos ( o maior com 2,4m) do órgão alemão Arp Schnitger, famoso em todo o mundo. Fabricado em 1701 e doado em 1751 por D. João V, cruzou o oceano e viajou em lombo de burro até Mariana. Decorado com motivos chineses e esculturas de anjos.
A Igreja de São Francisco de Assis é datada de 1794. Pinturas de Athayde no teto da sacristia. Além do túmulo do pintor, repare no altar a imagem de S. Roque vinda da frança. O medalhão da portada é atribuído a Aleijadinho.
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo datada de 1784. Na fachada, um sol e uma lua em pedra sabão, indicam que os escravos trabalharam dia e noite na obra. A pintura do forro tem perspectiva rococó. No começo de 1999, sofreu um incêndio que queimou grande parte do prédio
Dois braços de ferro sustentam uma balança e uma espada, a justiça e a força. Em cima, a coroa portuguesa. ( Pelourinho ).
Visite o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, ele preserva pinturas de Athayde, peças de Aleijadinho, e antigos artigos litúrgicos. a fachada é coroada com uma medalha feita por Aleijadinho.
( editarei fotos o mais breve possível )
Mariana foi a primeira vila, primeira cidade, primeira capital. A corrida pelo filão do ouro, descoberto pelos bandeirantes paulistas em 1696, colocou-o no pódio entre as cidades mineiras. Deixou-se até de chamar-se Ribeirão do Carmo, só para homenagear a Rainha Maria Ana D' Áustria, mulher de D. João V. A temporada do ouro acabou, mas ficaram suas luxuosas pistas- prova de que ela foi a maior mina das Minas Gerais.
Uma das suas atrações é a Catedral da Sé, de 1709, de taipa de pilão. O lavabo da sacristia é atribuído a Aleijadinho. A pintura do batismo de Jesus é de mestre Athayde, filho da cidade, maior pintor barroco mineiro. Às sextas e aos domingos, a Sé revive o século XVIII: o som barroco invade sua nave através dos 964 tubos ( o maior com 2,4m) do órgão alemão Arp Schnitger, famoso em todo o mundo. Fabricado em 1701 e doado em 1751 por D. João V, cruzou o oceano e viajou em lombo de burro até Mariana. Decorado com motivos chineses e esculturas de anjos.
A Igreja de São Francisco de Assis é datada de 1794. Pinturas de Athayde no teto da sacristia. Além do túmulo do pintor, repare no altar a imagem de S. Roque vinda da frança. O medalhão da portada é atribuído a Aleijadinho.
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo datada de 1784. Na fachada, um sol e uma lua em pedra sabão, indicam que os escravos trabalharam dia e noite na obra. A pintura do forro tem perspectiva rococó. No começo de 1999, sofreu um incêndio que queimou grande parte do prédio
Dois braços de ferro sustentam uma balança e uma espada, a justiça e a força. Em cima, a coroa portuguesa. ( Pelourinho ).
Visite o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, ele preserva pinturas de Athayde, peças de Aleijadinho, e antigos artigos litúrgicos. a fachada é coroada com uma medalha feita por Aleijadinho.
( editarei fotos o mais breve possível )
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
As Ilhas dos Açores
São Miguel, Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo são as noves ilhas, de origem vulcânica, que formam o arquipelágo dos Açores, situado a 1.400 quilômetros do continente europeu e a 3.900 da América do Norte.
Apesar de que não existe demasiada unanimidade à hora de falar da data do descobrimento, a maioria dos historiadores se inclinam por atribuir ao navegante português Diogo de Silves e encontro destas terras, no meio do Atlântico, em 1427. Mais consenso existe,porém, quando se assegura que, já em 1432, se tinha instalado nelas colonos.
Este arquipélago dá o nome ao anticiclone dos Açores, um centro de altas pressões, que costuma garantir muitas horas de sol. Porém, e geralmente de uma maneira súbita, caem fortes chuvas num espaço curto de tempo. Tudo isso contribui à existência de uma vegetação subtropical que acentua a beleza destas ilhas.
A maior de todas é a de São Miguel, que apresenta um perfil muito acidentado. Nela está Ponta Delgada, capital do arquipélago que, tal como a Madeira, goza de um estatuto de autonomia desde 1976. Na de Santa Maria, mais a leste, existem várias fortalezas imponentes. Outros lugares de interesse dos Açores são a cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO; o vulcão da Caldeira, na Ilha Graciosa; a esplêndida paisagem do Pico; a ilha do Faial, uma imensa montanha vulcânica; as pequenas povoações situadas nas falésias de São Jorge; as lagunas de Flores; e, no seu conjunto, a minúscula ilha do Corvo.
Apesar de que não existe demasiada unanimidade à hora de falar da data do descobrimento, a maioria dos historiadores se inclinam por atribuir ao navegante português Diogo de Silves e encontro destas terras, no meio do Atlântico, em 1427. Mais consenso existe,porém, quando se assegura que, já em 1432, se tinha instalado nelas colonos.
Este arquipélago dá o nome ao anticiclone dos Açores, um centro de altas pressões, que costuma garantir muitas horas de sol. Porém, e geralmente de uma maneira súbita, caem fortes chuvas num espaço curto de tempo. Tudo isso contribui à existência de uma vegetação subtropical que acentua a beleza destas ilhas.
A maior de todas é a de São Miguel, que apresenta um perfil muito acidentado. Nela está Ponta Delgada, capital do arquipélago que, tal como a Madeira, goza de um estatuto de autonomia desde 1976. Na de Santa Maria, mais a leste, existem várias fortalezas imponentes. Outros lugares de interesse dos Açores são a cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO; o vulcão da Caldeira, na Ilha Graciosa; a esplêndida paisagem do Pico; a ilha do Faial, uma imensa montanha vulcânica; as pequenas povoações situadas nas falésias de São Jorge; as lagunas de Flores; e, no seu conjunto, a minúscula ilha do Corvo.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A Madeira
O arquipélago da Madeira, composto pelas ilhas da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens,dista uns 975 quilômetros da costa sul de Portugal e está 545 quilômetros em linha reta, do continente africano. Se bem existam diversas teorias sobre a sua origem e antiguidade, as mais aceitas são as que consideram que o arquipélago se formou de erupções vulcânicas submarinas, há 25 ou 30 milhões de anos. Pelo que se refere ao seu descobrimento, e apesar de que parecem existir referências anteriores, a história o atribui ao português João Gonçalves Zarco, quem, em 1419, topou com estas ilhas, depois de se desviar da rota que o devia levar à África. Com alguns parênteses, protagonizados por espanhóis ( 1580- 1640 ) e ingleses ( período das guerras napoleônicas ), o arquipélago da Madeira tem pertencido, desde então a Portugal.
Desabilitadas as ilhas Desertas e Selvagens, a Madeira e Porto Santo coincidem em brindar ao visitante cômodos e acolhedores complexos residenciais. Porém e apesar de que só as separam 50 quilômetros e de ter uma orografia abrupta, as paisagens duma ilha e da outra são totalmente diferentes. Abundam, na primeira, a água e as árvores, enquanto que, no Porto Santo, as terras são mais áridas.
A ilha da Madeira, cuja capital é o Funchal, tem uma longitude de 58 quilômetros e uma largura de 23. Uma cadeia montanhosa de picos vulcânicos, o mais alto dos quais atinge os 1861 metros, atravessa-a de leste a oeste. O seu perfil acidentado precipita-se sobre o mar. formando alcantiladas ( falésias ) de uma beleza singular.
Desabilitadas as ilhas Desertas e Selvagens, a Madeira e Porto Santo coincidem em brindar ao visitante cômodos e acolhedores complexos residenciais. Porém e apesar de que só as separam 50 quilômetros e de ter uma orografia abrupta, as paisagens duma ilha e da outra são totalmente diferentes. Abundam, na primeira, a água e as árvores, enquanto que, no Porto Santo, as terras são mais áridas.
A ilha da Madeira, cuja capital é o Funchal, tem uma longitude de 58 quilômetros e uma largura de 23. Uma cadeia montanhosa de picos vulcânicos, o mais alto dos quais atinge os 1861 metros, atravessa-a de leste a oeste. O seu perfil acidentado precipita-se sobre o mar. formando alcantiladas ( falésias ) de uma beleza singular.
O Algarve
O Algarve debruça-se sobre o Alântico desde um sem fim de bonitas praias que se têm convertido num dos focos turísticos principais do país. Com mais de 3.000 horas de sol anuais, nos últimos anos esta região do sul de Portugal vem sendo protagonista de um desenvolvimento espetacular, se bem ter sabido, também, conservar todos os seus atrativos naturais e paisagísticos.
A capital do Algarve é o Faro, cidade habituada ao barulho dos visitantes aos quais oferece algumas jóias arquitetônicas e artísticas de interesse indubitável. Na parte norte, encontra-se a Igreja do Carmo, obra do século XVIII, profundamente decorada no interior, com talhas douradas de gosto esquisito.
De nomear são também o Museu Etnográfico, dotado de maquetes, entre outros objetos que explicam o funcionamento das redes empregadas na captura do atum, o Museu Marinha; a igreja de São Pedro e a igreja da Misericórdia, ambas com portadas renascentistas
Porém, o interesse principal do faro encontra-se no núcleo antigo. Através do Arco da Vila, situado na Praça de Francisco Gomes, se entra na parte urbana de ruas estreitas que são extraordinariamente hospitaleiras
Um dos monumentos principais é a Sé, reformada em numerosas ocasiões, se bem a planta original permite classificá-la entre as construções do período românico tardio. Na própria praça da Sé sobressai o Palácio Episcopal, com valiosos revestimentos de azulejos. Sem abandonar esta parte do faro, o Museu Municipal de Arqueologia abriga restos das vizinhas ruínas romanas de Estói. Destaca, especialmente, o formidável mosaico dedicado a Netuno e aos quatro ventos.
A povoação de Estói está a uns doze quilômetros do faro, em direção ao interior. Além do retirado Palácio do Visconde de Estói, réplica em pequeno do palácio de Queluz, esta localidade atrai, todos os anos, milhares de turistas, pela presença das ruínas romanas de Milréu. Este povoado, conhecido entre os séculos II e VI pelo nome de Ossonoba, é considerado o embrião do que foi mais tarde a cidade do faro. Restos de mosaicos, termas e colunas dão fé da existência de uma vila romana que conserva, também, fragmentos de uma igreja cristã. Pela época em que foi construída é uma das cidades mais antigas do mundo.
A o leste do Faro destaca-se a cidade de Olhão, com as ilhas Armona e Culatra, com praias paradisíacas de areias finíssimas; Tavira, povoação de ar medieval e origem romana que conta, também,com uma pequena ilha, com enormes dunas, e Vila Real de Santo Antônio, localidade fronteiriça com a Espanha, situada nas margens do rio Guadiana.
Na parte ocidental, sucedem-se várias povoações que, ao abrigo de extensas e belas praias, levantaram estabelecimentos hoteleiros para acolher a um, cada vez maior, número de visitantes. Quarteira. Vilamoura, Albufeira, Porches, famosa pela cerâmica, e Lagos, conhecida pelos seus vinhos, são alguns dos nomes destas cidades emergentes.
.
Assinar:
Postagens (Atom)
